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Lesão em pacientes diabéticos (pé diabético)

Olá galera… tudo bem com vocês? Como passaram de terça-feira? Hoje iremos abordar um assunto bastante interessante, extenso e muito comum de ser encontrado por nós, que trabalhamos com feridas.

Li várias definições sobre o que é pé diabético na tentativa de trazer a vocês um conceito simples e completo sobre o assunto de modo a introduzir a discussão do tema sem muito rodeio, já que como eu disse esse é um assunto demasiadamente longo e com muito que pode ser conversado. No entanto, não encontrei nenhuma que fosse simples o suficiente e completa o bastante para usar, assim reuni todo meu entusiasmo e conhecimento adquirido pelas leituras ao longo dos anos e tentei resumir da seguinte maneira:

“ O pé diabético é uma complicação decorrente do diabetes, induzida pela hiperglicemia sustentada, encontrada sob dois tipos: neuropática e vasculopatia – associada a doença arterial periférica – produzindo alterações neurológicas, circulatórias e ortopédicas que comprometem a qualidade de vida dos pacientes diabéticos e caso ocorra um trauma produzem uma úlcera nos pés.”

Não vamos aqui abordar a fisiopatologia do pé diabético, de forma a tornar o assunto cansativo, mas compreender a origem do problema para termos melhor ideia de como tratar o problema.

Este conjunto de fatores torna propício o surgimento de úlceras de pés diabéticos, sendo um agravante que encarece os gastos em saúde, eleva as chances de amputação e aumenta o risco de hospitalizações prolongadas (2,3).

Uma revisão integrativa de literatura elencou várias terapias inovadoras para o tratamento de úlceras diabéticas, dentre elas a oxigenoterapia hiperbárica, a terapia por pressão negativa, ozonioterapia e a laserterapia (2).    

A laserterapia de baixa intensidade apresenta resultados positivos no reparo tecidual de úlceras por pé diabético, ademais tem efeito positivo no alívio da dor, melhora a perfusão tecidual da lesão, estímulo da neovascularização e proliferação celular (4). Sendo seu uso não só é indicado, como estimulado.

Além disso, como enfermeiros precisamos observar 5 pontos no tratamento de úlceras neuropáticas:

  1. Limpeza regular da lesão associada à proteção local, com curativo oclusivo simples e calçado adequado;
  2. Remoção de calosidades na região ulcerada;
  3. Proteção do leito de cicatrização de trauma, durante a marcha, com retirada de carga nesse local;
  4. Acompanhamento rigoroso do seguimento clínico da úlcera, com o objetivo de detectar sinal de piora e retardo da cicatrização;
  5. Tratamento de qualquer infecção presente.

(5).

A escolha do curativo adequado perpassa pelo tipo de tecido encontrado na lesão, se há presença de odor, de infecção, se há exposição óssea e/ou de tendões e nervos. Tudo deve ser avaliado criteriosamente no intuito de escolher o tratamento mais adequado.  

A fotobiomodulação também vem sendo amplamente indicada para o tratamento de úlceras diabéticas, pois estimula o crescimento celular e otimiza a cicatrização, de modo a contribuir para a melhora clínica do paciente e de forma indireta, melhorar a qualidade de vida deste (6).

São muitas coisas para falar e não tem espaço pra tudo, mas voltaremos a falar deste assunto em breve.

Deixe nos comentários quais são suas dúvidas sobre o tema e também sugestões de assuntos que você gostaria de ver por aqui.

Bom feriado a todos…

Até quinta-feira que vem!

Bibliografia:

1.       Brasileiro JL, Oliveira WTP, Monteiro LB, Chen J, Pinho EL, Molkenthin S, et al. Pé diabético: Aspectos clínicos. J Vasc Bras. 2005;4(1):11–21.

2.       Cabral AD, Said AA, Santos AKF dos, Lima RS, BRANDÃO MGSA. Terapias Inovadoras Para Reparo Tecidual Em Pessoas Com Pé Diabético. Rev Enferm Atual Derme. 2022;96(39).

3.       ARAUJO TM, SILVEIRA FILHO ML DA, BRANDÃO MGSA, PONTE VA. Tratamento de lesões nos pés de pessoas com diabetes mellitus no cenário brasileiro: revisão integrativa. Rev Enferm Atual Derme. 2022;96(39):1–13.

4.       Brandão MGSA, Ximenes MAM, Ramalho A de O, Veras VS, Barros LM, Araújo TM de. Efeitos da laserterapia de baixa intensidade na cicatrização de úlceras nos pés em pessoas com diabetes mellitus. Res Soc Dev. 2020;9(11):e91391110621.

5.       Silva GB da, Medeiros JGT, Canabarro ST. Enfermagem E O Pé Diabético O Papel Da Enfermagem No Cuidado Do Pé Diabético: Enferm desafios e Perspect para a Integr do Cuid. 2021;163–78.

6.       Dantas JB de L, Salles RS, Medrado ARAP. Uso Da Fotobiomodulação Laser No Tratamento De Úlceras Venosas: Uma Revisão Sistemática. Arq Ciências da Saúde da UNIPAR. 2022;26(1):65–73.

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